quarta-feira, março 30, 2011

workaholic

Como dizia a Dani ser workaholic hoje é que é divertido. As pessoas se vangloriam, e se envaidecem, e esfregam na nossa cara: "haha, eu trabalho mais do que você. Eu estudo mais do que você, eu simplesmente não tenho tempo". Na minha vidinha pacata, onde primo por ter tempo pra as minhas coisinhas banais, às vezes me sinto na contramão. Uma conversa no fim do dia, uma passada na padaria, aula de violão, ao invés de inglês, sentar no barzinho e tomar um refri ou um sorvete, e ficar observando os minutos e as pessoas passarem. Ter tempo de ir na igreja e ir pra balada. Ver os programinhas toscos do Discovery H&H, ou mesmo ler meus blogs favoritos.

Não acho graça nessa vida corrida. Mas, talvez, no final, os felizes sejam realmente eles, que conquistaram logo tudo o que sonharam.
Mas, como disse a Dani nesse post aqui Ynterrogações da Geração Y : É a época em que se sentir bem é o que importa, o outro, nem tanto. Mas eu aprendi que eu não preciso ter pressa, e que eu devo cultivar coisas boas. E pra cultivar, eu preciso de tempo: plantar, regar e esperar nascer. E mais, cuidar para que não morra, mas para que floresça.

Eu quero isso pra mim, e quero isso pra você também. Eu quero viver assim.

terça-feira, março 08, 2011

Com que frequência acontece o novo?


E todo o meu olhar, agora, era aquele caminho de girassóis em sua direção, refazendo estradas que já passei. Como poderia repetir os fatos, as mesmas situações? Se até ontem, a noite demorava a passar e o dia amanhecia acinzentado como qualquer manhã de inverno que ainda não chegou... Fico quieto, vendo sua foto na tela, gravada num arquivo em jpg. E juro para mim mesmo: só mais uma vez, só dessa vez. E vou me entregando aos poucos, em mensagens SMS.



quarta-feira, março 02, 2011





e toda paciência que eu aprendi a ter… sempre serve e sempre servirá.
nem tudo precisa de urgência. tem coisas que precisam de tempo.


@azulrasgado

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

quarta-feira, fevereiro 16, 2011


eu posso sentir que ele virá. eu sei que ele está perto. e eu ponho sim, o meu melhor vestido, o meu melhor sorriso, o meu melhor...
talvez pra concluir o que vivemos, viver mais um pouco o desejo que atravessou estações. talvez nem precisemos mais um do outro. talvez. mas o dia de hoje está escrito. estava, em algum lugar, perdido, ou achado. e sentir meu coração assim, junto ao seu, batendo, apanhando, assim, sentindo a mesma emoção, da mesma fonte, do desejo que atravessou estações.




@azulrasgado

quarta-feira, fevereiro 09, 2011


Ouço barulhos que invadem a madrugada, mas não temo.
Em meus sonhos não há espaço para medos.






@azulrasgado

terça-feira, fevereiro 01, 2011

La vita è adesso

Como naquela tarde fria do primeiro dia de Agosto, eu ouvi acordes de uma canção antiga e fingi rir, tamanha surpresa pela lembrança e pressenti a chegada, ainda que tardia, daquilo que não sentia desde a última decepção. Por favor, entenda: não é tão fácil viver alheio às sensações, mas a gente blinda o coração, devagar, mediante sucessivas contrariedades, ainda que comuns aos olhares dos outros. E vai perdendo um pouco a graça da entrega, da espera, dos carinhos, fica mais duro, resiste às tentações, não capta a energia, simplesmente se afasta duvidando da veracidade das coisas e, quiçá, dos sentimentos.

E me dou conta, aos berros, que ainda sou aquele menino frágil que sorri com a mão na boca para se esconder da felicidade, espectro de luas imaginárias, clandestinas impossibilidades, pedindo, por favor, não me deixe sozinho, principalmente à noite, quando as coisas tomam uma dimensão oceânica e eu perco o sono fácil.

Rasguei todas as cartas de amor, joguei fora as fotos, queimei com álcool etílico todo e qualquer vestígio do passado. Busco um recomeço, à paisana, nu e cru, para um desvario estético, quem sabe, mas que desperte a capacidade de me reencantar, de fazer brilhar, de sentir que há luz e faíscas, que há vida lá fora...