quarta-feira, março 30, 2011

workaholic

Como dizia a Dani ser workaholic hoje é que é divertido. As pessoas se vangloriam, e se envaidecem, e esfregam na nossa cara: "haha, eu trabalho mais do que você. Eu estudo mais do que você, eu simplesmente não tenho tempo". Na minha vidinha pacata, onde primo por ter tempo pra as minhas coisinhas banais, às vezes me sinto na contramão. Uma conversa no fim do dia, uma passada na padaria, aula de violão, ao invés de inglês, sentar no barzinho e tomar um refri ou um sorvete, e ficar observando os minutos e as pessoas passarem. Ter tempo de ir na igreja e ir pra balada. Ver os programinhas toscos do Discovery H&H, ou mesmo ler meus blogs favoritos.

Não acho graça nessa vida corrida. Mas, talvez, no final, os felizes sejam realmente eles, que conquistaram logo tudo o que sonharam.
Mas, como disse a Dani nesse post aqui Ynterrogações da Geração Y : É a época em que se sentir bem é o que importa, o outro, nem tanto. Mas eu aprendi que eu não preciso ter pressa, e que eu devo cultivar coisas boas. E pra cultivar, eu preciso de tempo: plantar, regar e esperar nascer. E mais, cuidar para que não morra, mas para que floresça.

Eu quero isso pra mim, e quero isso pra você também. Eu quero viver assim.

Um comentário:

Mônica Santana disse...

Eu gosto da correria, da agitação, de ter muito o que fazer. Produtivamente só funciono assim. Mas também adoro não fazer nada ou criar espaços dentro do meu dia para respirar, pra esvaziar a cabeça e ver o movimento das coisas.