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quarta-feira, setembro 08, 2010

Luz das velas

"O amor prefere a luz das velas. Talvez porque seja isto tudo o que desejamos de uma pessoa amada: que ela seja luz suave que nos ajude a suportar o terror da noite. Sob a luz do amor que ilumina modesta e pacientemente, o escuro já não assusta tanto. É noite de paz!
Rubem Alves em "As Velas"

Lini Ribeiro

quarta-feira, agosto 04, 2010

Aprendizagens colhidas



Aprendi que apenas o TEMPO e somente ele, te revela coisas e te faz perceber o que verdadeiramente importa nessa vida.
Importa que apenas os que eu amo saibam disso, afinal o alvo de meu amor são eles, não o resto do mundo que me é indiferente, afinal parafraseando os Tribalistas “eu não sou audiência para sua solidão”.
Importa saber que sou a ÚNICA responsável pelos meus atos e arcar com as consequências desses, mas sem me vangloriar ou me martirizar para sempre, pois com o tempo a gente aprende que soberba é para gente esnobe e como diz Chico Buarque, “esnobe é indivíduo sem nobreza”.
Importa que eu lembre sempre de onde vim, para assim visualizar melhor para onde quero ir.
No pouco tempo que já vivi, percebi que menos é mais, que calar-se é mais sábio do que falar, falar e falar…
Percebi que murro em ponta de faca só começa a doer quando alguém do nosso lado chora vendo nosso ferimento enquanto estamos cegos socando sem parar.
Percebi que amigos são importantes, mas que não devo me apegar a eles e nem confiar de todo, somos falhos, sem exceções, e assim como os amigos vem, eles se vão e outros aparecem para nos fazer companhia.
Descobri que não preciso de promessas de amor, visualizações longínquas de um futuro bom, é questão apenas de ser coerente diariamente do que se diz que é, e trabalhar em prol do que se quer construir.
Mas não adianta, coisas assim só o TEMPO revela…


Por Lini Ribeiro
Postado originalmente em meu extinto Orquidário

quarta-feira, julho 21, 2010

Faz parte do meu show

"Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou.
Vivo num clipe sem nexo, um pierrot retrocesso, 
meio bossa nova e rock'n roll.
Faz parte do meu show, meu amor". Cazuza



Vez ou outra eu fujo do amor. Corro o mais que posso, escondo-me em cavernas escuras e úmidas, onde minha respiração mistura-se com o gotejar das águas que escorrem pelas estalactites.
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Permaneço entre as rochas na intenção de petrificar-me tal e qual elas, inclusive solidificar o meu coração.
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Mas do amor ninguém se esconde e por mais que se resista e lute, ele é invencível e incansável.
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Então eu o maltrato, praguejo, amaldiçoo, machuco... é a única forma dele se afastar de mim. Porém ele me conhece e sabe que esta fuga alucinada e tresloucada é puro medo.
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Sabendo disso, o amor se aproxima de mim com um chocolate, me sorri, permanece ao meu lado e faz uma prece para que meu próximo surto demore a chegar dessa vez... 

Por Lini Ribeiro