"Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou.
Vivo num clipe sem nexo, um pierrot retrocesso,
meio bossa nova e rock'n roll.
Faz parte do meu show, meu amor". Cazuza
Vez ou outra eu fujo do amor. Corro o mais que posso, escondo-me em cavernas escuras e úmidas, onde minha respiração mistura-se com o gotejar das águas que escorrem pelas estalactites.
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Permaneço entre as rochas na intenção de petrificar-me tal e qual elas, inclusive solidificar o meu coração.
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Mas do amor ninguém se esconde e por mais que se resista e lute, ele é invencível e incansável.
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Então eu o maltrato, praguejo, amaldiçoo, machuco... é a única forma dele se afastar de mim. Porém ele me conhece e sabe que esta fuga alucinada e tresloucada é puro medo.
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Sabendo disso, o amor se aproxima de mim com um chocolate, me sorri, permanece ao meu lado e faz uma prece para que meu próximo surto demore a chegar dessa vez...
Por Lini Ribeiro