terça-feira, outubro 11, 2011

Outubro



eu quero esse outubro rosa.
que seja azul, verde, amarelo.
que seja de paz, branco, negro, tanto faz.

eu quero cores.

@azulrasgado

sexta-feira, julho 15, 2011




E se o tempo dissesse quem realmente somos? 
O que pensamos realmente, o que queremos.
E sabes de uma coisa? Existe uma beleza peculiar em quereres, em não sabermos, em desencontros.
E o tempo, e o brilho, e o tempo… Não sei falar de amores e desejos. 
Só sei que as coisas conspiram, o tempo está sempre a favor.


@azulrasgado

quarta-feira, junho 29, 2011

Excertos




E eis que depois de uma tarde de quem sou eu e de acordar a uma hora da madrugada em desespero. Eis que as três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente, eu sou eu, você é você. É livre, é vasto, vai durar. Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida mas, por enquanto, olha pra mim, e me ama! Não! Tu olhas pra ti e te amas.
É o que está certo.

(Trecho de água viva - Clarice Lispector)

@azulrasgado

sexta-feira, maio 27, 2011

Os desastres de Sofia


"Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto — uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir..."

(Excerto de "Os desastres de Sofia", Clarice Lispector)


@humanhedonistas

terça-feira, abril 26, 2011

As horas


A sala de estar em tons nude esconde por trás dessa sobriedade espetacular as manchas de sangue e lágrimas que escorreram dos meus olhos e do meu coração, desesperados, de notícias suas. Enquanto seus braços, rijos e longos, encontravam em outros corpos, o cheiro agridoce do desejo passageiro, pura carnificina para um final desolé e amargurado. Poderia ter mentido, ainda omitindo quaisquer realces em tons de pele avermelhados, de batons borrados, negaria uma vez, olhando meus olhos, e sob sucessivas perguntas – tem algo a me dizer? – confessaria, arrependido, sobre as noites ao luar. E eu ficaria miudinho, semente de girassol, sem saber para onde olhar, as esquinas vazias, o aroma da cerveja quente na mesa, perdido em horas que não passam, que não passam, que não passam...



terça-feira, abril 12, 2011



tem um lado meu que sempre me diz pra manter os pés no chão. 
talvez não seja hora de voar agora.








100º postagem do Humanos Hedonistas, e a 1ª que faço especialmente pra esse blog. 
Abraços. 
@azulrasgado

quarta-feira, abril 06, 2011



As vezes você se permite reviver, só pra saber se todo aquele envolvimento era real, se o carinho era verdadeiro, e se era tudo muito bom assim como parecia. Mas não, não era bom, nem sincero, veio para a coleção de Coisas Desnecessárias na Minha Vida.






@azulrasgado